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04/10/17 | Centro Cultural

Bartolomeu

Bartolomeu

A última edição do projeto literário do Centro Cultural Minas Tênis Clube, Letra em Cena. Como ler…, em 2017, analisará os escritos do mineiro Bartolomeu Campos de Queirós (1944 – 2012). O professor doutor de literatura da Universidade Federal do Oeste do Pará, Ufopa, Luiz Percival Britto, é o responsável pela palestra. A leitura de trechos da publicação “Vermelho Amargo”, último romance do escritor, publicado em 2011, será feita pelos atores do Grupo Galpão, Chico Pelúcio e Arildo de Barros. O encontro está marcado para a quarta-feira, dia 4 de outubro, às 19h, no Café do Centro Cultural, com entrada franca. As inscrições devem ser feitas no site do Centro Cultural.

Nascido em Pará de Minas, Bartolomeu Campos de Queirós viveu sua infância em Papagaio, cidade do interior de Minas Gerais. Bastante interessado no ensino da literatura e arte, estudou no Instituto de Pedagogia em Paris, por meio de uma bolsa concedida pela Organização das Nações Unidas, ONU, em 1960. Eterno estudante de filosofia, Bartolomeu utilizava a arte como parte integrante do processo educativo. O autor publicou mais de 40 livros, sendo que algumas dessas obras foram traduzidas para o inglês, o espanhol e o dinamarquês.

A professora-adjunta da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Uerj, Márcia Cabral da Silva, em texto publicado na revista Carta Capital, na morte do escritor, disse que Bartolomeu era um autor para todas as idades. “Seus livros interrogam a vida, a passagem do tempo, os enigmas da existência. Ressaltam, sobretudo, a infância como momento propício para descobertas. Todavia, eles não têm fronteiras, não se segmentam em faixas etárias. A obra do escritor mineiro trata, em primeiro lugar, da condição humana. Por isso, pode ser lida e saboreada por crianças pequenas e gente grande e propiciar uma rica experiência de leitura. O segredo? Deixar aflorar a fantasia e levar a arte da palavra ao seu limite extremo”. As narrativas do escritor são intimistas e destacam textos que privilegiam construções literárias elaboradas e discursos lúdicos, como as publicações “O Raul e o Luar” (1978), “Estórias em Três Atos” (1986), “Onde Tem Bruxa Tem Fada” (2002) e “O Guarda-chuva do Guarda” (2004).

Bartolomeu Campos de Queirós foi um homem preocupado com a difusão da arte e da cultura no País e, por isso, participou do projeto ProLer, criado em 1992 e vinculado à Fundação Biblioteca Nacional. Realizou palestras para professores de literatura e foi presidente da Fundação Clóvis Salgado, Palácio das Artes, e membro da Academia Mineira de Letras, AML.

O escritor foi reconhecido por meio de prêmios, como Cidade de Belo Horizonte; Prêmio Jabuti; Selo de Ouro, da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil; Diploma de Honra da IBBY, de Londres; Prêmio Rosa Blanca, de Cuba; Quatrième Octagonal, da França; Prêmio Nestlé de Literatura e Prêmio Academia Brasileira de Letras.

O projeto Letra em Cena. Como ler… é uma ação do Centro Cultural Minas Tênis Clube com o escritor, jornalista e curador José Eduardo Gonçalves, que tem como objetivo levar grandes clássicos da literatura nacional, de forma fácil e leve, para o grande público.

Foto: Divulgação / Matheus Dias

Letra em cena. Como ler…Bartolomeu de Campos Queirós, com Luiz Percival Brito

Data: 4 de outubro, quarta-feira
Horário: às 19h
Local: Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244 – Lourdes)
Classificação: livre

Incrições clique aqui

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