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17/03/18 | Centro Cultural

Céus

“A arte acalma a morte”. Com essa frase é possível compreender a reflexão que a peça “Céus” apresenta. Escrita pelo dramaturgo libanês Wajdi Mouawad, e com direção na versão nacional de Aderbal Freire-Filho, a peça terá mais uma sessão no sábado, dia 17 de março, às 21h. Os ingressos para o espetáculo, que custam R$ 25 (inteira), podem ser comprados na bilheteria do teatro ou no site eventim.com.br. Confira as fotos da primeira sessão da peça aqui.

“Céus” tenta dissecar as motivações de um atentado terrorista por meio do trabalho de um grupo de profissionais vindos de diferentes países e possuidores de distintos conhecimentos.  O espetáculo consegue apresentar para o público as razões macro e micro de um atentado terrorista. As motivações coletivas e indivíduais que produz um atentado contra a humanidade. “A hipotenusa é essa diagonal fabulosa que une, em seu ponto mais distante, dois segmentos entretanto ligados à sua base em ângulo reto. Dois seres que tudo separa só podem ser unidos por um gesto diagonal que o gesto da hipotenusa”, explica o dramaturgo.

Por meio da arte, Mouawad mostra a maldade humana, a beleza do amor e poesia da amizade. Em cena, as personagens percebem que o amor e a beleza também são as razões para a estupidez das ações terroristas.  “A beleza não é cumplice do sangue, não pode ser cumplice do sangue”, afirma o diretor da peça, que em seguida diz, que “a vida é uma criptografia indecifrável. São demais os atentados desta vida e eles já nos bastam”.

“Céus” leva o espectador a refletir sobre a maldade humana e sobre a capacidade do homem de fazer a beleza.

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