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20/05/20 | Centro Cultural

CULTURA EM PAUTA – Site do Minas terá série de entrevistas exclusivas com personalidades das artes mineiras

Marcelo Silva e Souza e Odilon Esteves, cofundadores e atores da Cia. Luna Lunera, são os primeiros entrevistados da série “Cultura em pauta”, produzida pela Assessoria de Comunicação do Minas Tênis Clube e publicada semanalmente neste espaço. Personalidades da cultura mineira e de suas variadas manifestações artísticas falarão sobre suas trajetórias de vida e na arte.

Rica, variada, instigante e sempre levando o público à reflexão, a arte em Minas Gerais tem papel fundamental na vida de seu povo. E o Minas Tênis Clube, por meio de seu Centro Cultural, promove ações nas artes cênicas, música, literatura e artes plásticas contribuindo para disseminação da cultura na capital mineira.

No bate-papo a seguir, Marcelo Silva e Souza e Odilon Esteves falam sobre o início da carreira, a trajetória e experiências fora da trupe e dão dicas sobre como passar por este momento atípico, o isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus. “O ineditismo de toda esta situação deixou muitos de nós atônitos num primeiro momento. Tive períodos de instabilidade emocional, mas hoje tenho encarado o isolamento como uma possibilidade de reinvenção cotidiana”, afirma Marcelo.

Marcelo Silva e Souza em cena de filme Marcelo Silva e Souza em cena de filme “Baixo Centro”. Foto de Randolpho Lamounier

Para Odilon Esteves, em função da quarentena, problemas sociais estão vindo à tona de forma mais intensa. “As condições no Brasil são muito desiguais. Então, sei que sou um privilegiado por poder ficar em casa. No entanto, há famílias numerosas vivendo em pequenas casas. Há mulheres vivendo com maridos insensíveis, violentos e machistas. Um marido desses é uma desgraça, e é um personagem comum na nossa sociedade”, reflete.

A Cia. Luna Lunera foi formada, há 20 anos, pelos alunos do curso de teatro do Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (Cefart). No repertório da trupe estão espetáculos de sucesso, como “Aqueles Dois”, baseado no conto de Caio Fernando Abreu, “Prazer”, concepção e dramaturgia da Cia. Luna Lunera, “Perdoa-me por te traíres”, de Nelson Rodrigues, e “E ainda assim se levantar”, de Marcos Coletta e Cia. Luna Lunera, apresentada no Teatro do CCMTC em janeiro deste ano.

 Odilon Esteves no projeto Odilon Esteves no projeto “Espalhemos poesia”

Minas Tênis Clube – Quando o teatro surgiu na vida de vocês?

Marcelo – Estudei no CEFET-MG e lá havia um grupo de teatro estudantil, que montou a peça “Aurora da minha vida” (de Naum Alves de Souza). Acho que assistir a essa montagem me reconectou com a sensação de encantamento que eu tinha ao assistir filmes e novelas com minha família. No último ano do Ensino Médio, realizei alguns trabalhos em grupo criando algumas paródias de comerciais e programas jornalísticos. O retorno da professora e dos colegas me instigou a fazer um curso de iniciação teatral. Dois anos depois, lá estava eu, diante de um público de verdade, na montagem de fim de curso. Ali, percebi que queria seguir com o teatro.


Odilon – 
Na infância eu queria ser artista circense. Quando chegava um circo mambembe em Novo Cruzeiro, minha cidade natal, eu ficava alucinado. A primeira lembrança que tenho de brincar de teatro foi na escola, na segunda série, estimulado pela professora, tia Narcy. Quando vinha passar férias em Belo Horizonte, tio Arnaldo e tia Maria José sempre me levavam ao teatro (e ao Minas Tênis Clube, de onde são sócios até hoje). Eu ainda pedia à Janete, que trabalhava para minha família, e ela uma vez me levou ao Teatro Marília e ao Cine Brasil. Vim estudar em Belo Horizonte aos 13 anos, e já sabia que queria ser ator. Aqui fui conhecendo muita gente que vivia desta profissão, fui percebendo o quão variados eram os caminhos profissionais, assim como as linguagens, as técnicas de atuação, e, sobretudo, os posicionamentos éticos de cada artista que, no fim das contas, é o que norteia como ele vai contribuir (ou não) com a sua atuação. 

MTC – Como surgiu a ideia de criar a Cia. Luna Lunera e qual foi a maior dificuldade para montá-la?

Marcelo – Somos egressos do curso técnico de teatro do CEFART/Fundação Clóvis Salgado, que nos proporcionou muitas vivências artísticas, dentre elas, a montagem de dois espetáculos que tiveram boa repercussão de público. Esses trabalhos reforçaram o desejo de continuarmos juntos, apostando na nossa diversidade como força criativa. Estávamos no ano 2000, quando havia poucos grupos de teatro em BH, como Galpão, Oficina Multimédia e Armatrux, que serviram de inspiração e referência para a criação da cia. como espaço de criação artística, reflexão e formação continuada. Um dos nossos maiores desafios foi criar meios de produção para estruturar a cia. sem leis de incentivo e sem formação adequada para isso. Acho que os cursos profissionalizantes têm a fragilidade de não instrumentalizar os alunos para a produção cultural e os artistas acabam aprendendo isso na prática.

Odilon – Estudamos juntos, por três anos, no Palácio das Artes. No ano seguinte à formatura, decidimos continuar como companhia. Nossa peça de fim de curso, uma montagem de “Perdoa-me por me traíres”, de Nelson Rodrigues, com direção de Kalluh Araújo, tinha tido uma recepção muito calorosa do público, da crítica e da classe artística. Percebemos que juntos éramos mais fortes e havia uma química naquele coletivo que resultava numa potência em cena que chamava muito a atenção das pessoas. No começo eram muitos desafios: entrar em cartaz sem patrocínio, conseguir apoiadores,  encontrar lugar para ensaiar, negociar os direitos autorais, ter que entender a parte administrativa, criação de uma pessoa jurídica, etc… nesta hora, as outras formações dos membros da companhia foram decisivas: tínhamos, entre nós, uma advogada, uma jornalista, professores, uma relações públicas, uma publicitária,  um psicólogo, um administrador. Cada um colocou o seu melhor a serviço do grupo. 

MTC – O que é o projeto da Cia. Luna Lunera “Expedição Lunar”? Por quantas cidades e estados já passou? Tem alguma história curiosa?

Marcelo – A Expedição Lunar veio do desejo de aliar uma das nossas vocações coletivas – viajar com os nossos espetáculos – com uma inserção dialogada mais ampla nas cidades por onde passamos. Assim, levamos nossos espetáculos, realizamos oficinas de atuação e de produção cultural e bate-papos após as apresentações, buscando criar vínculo com o público local. Com esse projeto, passamos por 20 cidades do interior de Minas e por oito capitais do Norte e Nordeste do país. Em uma das edições, em Bocaiúva, a oficina de atuação se converteu em um projeto maior, com a montagem de um espetáculo, dirigido pelo Cláudio (Dias). A apresentação ocorreria em uma estação ferroviária desativada, mas durante a estreia, a polícia esteve no local e a impediu, sendo deslocada, de forma improvisada, para outro local.

MTC – Como é o curso de formação de atores da Cia. Luna Lunera?

Marcelo – O In Cena é um curso livre de teatro da Cia. que foi idealizado pelo Cláudio e pelo Zé Walter (Albinati), em 2003. Ele funciona em módulos semestrais, é ministrado pelos próprios integrantes da Cia. e tem como premissa a vivência de experiências artísticas por meio do compartilhamento dos nossos processos de criação, sendo direcionado de acordo com as individualidades e habilidades de cada professor e dos alunos. Muitas das mais de 300 pessoas que passaram pelo In Cena atuam como atores profissionais.

 

MTC – Vocês realizam trabalhos fora da Cia. Luna Lunera?

Marcelo – Boa parte da minha carreira artística se confunde com a carreira da Luna, pela dedicação que me impus e por ter que conciliar com a docência (sou professor de Ciências). Há quatro anos tenho a alegria de viver experiências incríveis no ramo audiovisual. No longa ‘Baixo Centro’, dirigido por Everton Belico e Samuel Marotta, me aprofundei na criação de um personagem. No curta ‘Super Estrela Prateada’, dirigido pelo Leonardo Branco, integrei pela primeira vez um projeto protagonizado por atores negros e contracenei com a querida Rejane Farias. No longa ‘Enquanto Estamos Aqui’, dirigido por Clarissa Campolina e Luiz Pretti, tive o desafio de usar somente a voz na criação de um personagem. E fiz uma participação no longa ‘Vento Seco’, dirigido por Daniel Nolasco, protagonizado por atores LGBT’s, incluindo duas atrizes e um ator trans.

Odilon – Pude fazer o longa “Batismo de Sangue” (baseado na obra homônima de Frei Betto), em 2005. A minissérie “Queridos Amigos” que fiz na Globo, em 2008. Estávamos (Cia. Luna Lunera) em cartaz em São Paulo quando surgiu a oportunidade de fazer o docudrama “Sertão Veredas”, adaptação da obra de Guimarães Rosa. Fiz uma micropeça solo para o La Movida Microteatro Bar, estreei o monólogo “O Importado”, participei do projeto de teatro seriado “Antes do Fim”, com direção e dramaturgia de Rita Clemente, e recentemente fiz “Nastácia”, com direção de Miwa Yanagizawa, baseada em “O Idiota”, de Dostoiévski. Atuei num longa para crianças, “Bento”, rodado no interior de Goiás, ainda sem data de estreia e tenho me dedicado ao “Espalhemos Poesia”, projeto de difusão literária no Facebook e YouTube, onde gravo vídeos com textos de grandes autoras e autores que admiro.

 MTC – Quais são as referências artísticas de vocês?

Marcelo – Puxa, é tanta gente… Ainda criança, via na tevê pouquíssimos atores e atrizes negros que viveram toda uma vida desbravando caminhos que inspiraram muitos artistas. Destaco Ruth de Souza, Léa Garcia, Zezé Motta, Antônio Pitanga e Milton Gonçalves. No cinema, o diretor Spike Lee tem uma bela carreira com filmes emblemáticos, dentre eles o incrível Malcom X, com o igualmente incrível Denzel Washington dando voz a um dos ativistas mais importantes para o movimento negro. E temos artistas contemporâneos sensacionais em Minas. Grace Passô carrega uma força criativa na atuação no teatro e no cinema, sua escrita dramatúrgica é carregada de poesia, sensibilidade e criatividade. Alexandre de Sena passou e transformou a experiência de violência racial em um importante trabalho para o teatro negro na capital. E tem a produtora de cinema Filmes de Plástico, formada por André Novais, Gabriel Martins, Maurílio Martins e Thiago Macedo, que há dez anos cria uma forma própria de fazer cinema, trazendo para as telas histórias, espaços e corpos genuinamente mineiros, dando visibilidade a outras brasilidades e existências que não somente aquelas estabelecidas por um padrão hegemônico.

Odilon  Dona Eliete, minha professora de literatura da 5ª série, mostrou que podia viajar o mundo no refúgio de sua biblioteca. Ela me inspira. Muitos professores foram e continuam sendo fundamentais. Ainda hoje telefono para Malvina, minha professora de História do Ensino Médio. As atrizes Grace Passô, Talita Braga, Christiane Jatahy, Miwa Yanagizawa, Andréa Beltrão, Cida Falabella, Yara de Novaes, mulheres de teatro, só para citar algumas, me inspiram demais. Fernanda Montenegro é minha grande paixão. Irandhir Santos para mim expande o significado da palavra “ator”. Estou focando nos brasileiros, porque a gente precisa lembrar que nem tudo é estupidez nesse país. Levanto como estandarte os nomes de Nise da Silveira, Augusto Boal, Viviane Mosé, Clarice Lispector, Adélia Prado, Sebastião Salgado, Carlos Drummond de Andrade, Rodrigo Pederneiras, Milton Santos (geógrafo), Eliane Brum, Caio Fernando Abreu, Ariano Suassuna, Elisa Lucinda, Eduardo Coutinho, Laís Bodanzky, Paulo Freire, e essa lista continua.  Atravessei um luto, por cinco anos, com a ajuda da literatura de Manoel de Barros e Guimarães Rosa. O que seria de mim nessa quarentena sem a música de Zé Miguel Wisnik, Luis Felipe Gama e Ana Luiza, Elza Soares, Milton Nascimento, Elis Regina, Gilberto Gil, Zizi Possi, Djavan, Gal Costa, Caetano Veloso, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Alcione, Marisa Monte, Gonzaguinha, Constantina, Cartola?

MTC – Qual é a importância da arte para a sociedade, inclusive neste momento de isolamento social? Quais os benefícios da arte para o indivíduo?

Marcelo – Uma sociedade que pretenda ser minimamente justa e igualitária precisa refletir sobre suas escolhas, contradições e desafios para seguir seu caminho de forma mais assertiva. Creio que a arte tem papel fundamental para analisarmos até onde fomos e como podemos e iremos seguir. E justo ela, que tem sido tão violentada no contexto político em que vivemos, neste momento de distanciamento social tem se feito presente e necessária na vida de muita gente. Filmes, séries, dança, música, literatura, poesia, artes plásticas, dentre outras formas de artes, são alimentos, fazem companhia, ajudam a olhar para dentro e para fora, prospectando outras formas de existência. Neste momento, é bom lembrar que não se cria arte por meio da combustão espontânea. Exige muito investimento e dedicação, a sociedade precisa valorizar e ter responsabilidade nisso, especialmente por meio de seus representantes.

Odilon – O ser humano tem necessidade de criar e a arte deriva disso. Todos os povos, nas mais diversas situações sócio-econômico-culturais, criam. Criam cerimônias, festas, celebrações, embelezam utensílios de caça ou cozinha, pintam os corpos, criam vestimentas não só para matar o frio, mas que se diferem na forma, nas cores, nas texturas. Criam deuses, criam significado para os mistérios, criam sentido para explicar o desconhecido. A criação é tão presente na vida, que muitos tomam como verdade aquilo que criam. As religiões não estão aí regendo vidas?  Não foram criadas um dia? E a maioria de nós precisa delas. Como precisa da arte. Existem as dimensões práticas de preservação da vida: comer, dormir, ter onde repousar, proteger-se, e só essas necessidades já mantêm a maioria da população mundial como refém da sobrevivência, tendo que vender seu tempo e força de trabalho para manter-se vivo. Ainda assim as pessoas ouvem música, veem um filme ou uma série, um vídeo de humor, contam uma anedota, e por aí vai. Em “Sociedade dos Poetas Mortos”, filme que marcou minha adolescência, o Mr. Keating professor de literatura dizia aos seus alunos: “Não lemos ou escrevemos poesia porque é bonitinho. Lemos e escrevemos poesia porque somos membros da raça humana. E a raça humana está imbuída de paixão. Medicina, advocacia, administração e engenharia são objetivos nobres e necessários para dar suporte à vida. Mas poesia, beleza, romance, amor, é para isso que vivemos.” Desde então, nunca esqueci esta citação!

MTC – Vocês podem dar dicas de livros, música, filme e série para assistir no isolamento social?

Marcelo – Minha dica de música é acompanhar as lives da Teresa Cristina (via Instagram). Na frente do celular, ela canta livremente, sem nenhuma base instrumental, conta, resgata e reverencia a história de compositores, cantores e intérpretes, recebe convidados, revela novos artistas, conversa sobre os mais variados assuntos, ri, chora, fica indignada… enfim, é pura vida. Estou lendo “Um Defeito de Cor”, da Ana Maria Gonçalves. Esse romance histórico veio de forma contundente para mim num momento que tenho me indagado muito sobre ancestralidade africana, diáspora do povo preto e apagamento de identidades. Indico também “Ensaio sobre a Cegueira”, do José Saramago, que com sua esperança pessimista, consegue ser atual de forma assustadora. Comecei a ler “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, de Ailton Krenak. Muitas pessoas me indicaram essa leitura e vi algumas entrevistas dele, que tem apontado para o esgotamento do ambiente e da necessidade de invenção de formas mais saudáveis de relação com o planeta. Indico também os filmes “Arábia”, de Affonso Uchôa e João Dumans (disponível no site da Embaúba Filmes), e “No Coração do Mundo”, de Gabriel Martins e Maurílio Martins (disponível no Google Play). São trabalhos incríveis de diretores mineiros, exibidos em festivais internacionais e com amplo reconhecimento da crítica. Com linguagens distintas e originais, ambos dizem de um Brasil periférico pouco retratado nas telas, porém muito vivo e presente.

Odilon – A gente tem visto que não dá tempo de ver e ouvir tudo, né? É preciso escolher uma coisa e ficar em paz com isso, pra não gerar ansiedade. Não tem mesmo jeito. Eu comprei tantos livros ao longo dos anos, que duvido que dê tempo de ler ao menos a metade até o fim da vida. Música e podcasts eu concilio com atividades práticas, como cozinhar, arrumar a casa. Então, essas recomendações são as coisas que acho muito bonitas. Vamos lá… ouça o álbum “Haveno”, do Constantina; “Pérolas aos poucos”, de Zé Miguel Wisnik; “Linha d’água” e “Vermelho”, de Luis Felipe Gama e Ana Luiza,;”O grande circo místico”, do Edu Lobo e do Chico. Gal cantando “Lágrimas Negras”. Tem coisas antigas que, pra mim, estão na ordem do dia. Novíssimas. Estamos viciados em Cartola ultimamente. Faz parte constante da minha vida ouvir Milton Nascimento, é um milagre a voz desse homem.  Quem sabe agora não é hora de ler “Grande Sertão: Veredas” de Guimarães Rosa, ou “Primeiras Estórias”. Li agora na quarentena “O filho de mil homens,” de Valter Hugo Mãe, e é muito lindo. Estou lendo, neste momento, “Os melhores contos de Osman Lins” e “Todas as crônicas – de Clarice Lispector”. Super recomendo!

MTC – Vocês podem deixar uma mensagem, um pensamento para os leitores dos sites?

Marcelo – Se você pode ler essa mensagem no conforto do seu lar e realizar isolamento social, pode se sentir um privilegiado. Exercitar a gratidão e a tranquilidade pode ser uma boa maneira de seguir em frente, em um momento de alta instabilidade e irresponsabilidade política no nosso país. Que possamos também manter a vigilância, a capacidade de se indignar e de se afetar pela tragédia que acomete a humanidade e lutar para que Ciência, Saúde, Educação e Cultura tenham o devido destaque e valor na nossa sociedade.

Odilon – Vou reiterar a citação de “Sociedade dos Poetas Mortos”: “Não lemos ou escrevemos poesia porque é bonitinho. Lemos e escrevemos poesia porque somos membros da raça humana. E a raça humana está imbuída de paixão.” Sigamos com arte!

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