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08/11/19 | Centro Cultural

EUCLIDES DA CUNHA – Última sessão de 2019 do programa literário “Letra em cena. Como ler” homenageará o autor do clássico “Os Sertões”

A última sessão em 2019 do programa literário do Minas Tênis Clube, “Letra em Cena. Como ler…”, será na próxima terça-feira, dia 12, às 19h, no Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube (CCMTC), e homenageará Euclides da Cunha (1866 – 1909). O professor e escritor Marco Lucchesi, sétimo ocupante da cadeira nº 15 da Academia Brasileira de Letras, analisará a obra do autor do clássico “Os sertões”, entre outros. A leitura dos textos do escritor será feita pelo ator Arildo de Barros, do Grupo Galpão. Inscrições gratuitas no site da Sympla.

Considerada um marco do movimento pré-modernista, a principal obra de Euclides da Cunha, “Os sertões”, publicada em 1902, narra a guerra, detalha a vida e as dificuldades do povo sertanejo, pobre e ignorado pelo governo. O autor foi enviado como correspondente ao Sertão da Bahia, pelo jornal O Estado de São Paulo, para cobrir a guerra no município de Canudos, e o relato deu origem ao livro. De acordo com Marco Lucchesi, o jornalismo empurrou Euclides para a literatura. “A matéria original foi recriada e adquire uma nova espessura ao longo das páginas de ‘Os sertões’. A sua poética emprestou admirável autonomia diante das notas e artigos preparados para o (jornal) Estado de São Paulo”, afirma o acadêmico.

Sobre a obra ter sido concebida em torno da teoria do determinismo de Taine, crítico e historiador francês que via o homem como um produto de três fatores: meio ambiente, raça e momento histórico, e acreditava numa “raça superior”, Lucchesi diz que essa ideia se desfaz no decorrer da obra. “Essa é uma vertente, sem dúvida, mas essa mesma vertente se desfaz ao longo da obra”, explica. Os Sertões é, sobretudo, uma epopeia e, enquanto obra de arte, não importa onde esteja ancorada. Assim se passa com a ‘Divina comédia’, de Dante, na crença da vida após a morte, ou com o ‘Paraíso perdido’, de Milton, admitindo a visão geocêntrica de nosso planeta diante do universo.  O que conta é a poética soberana”, ressalta o professor.

Euclides da Cunha também publicou “Contrates e confrontos”, em 1906, “Peru versus Bolívia”, em 1907, “Castro Alves e o Seu Tempo”, em 1908, e “À Margem da História”, em 1909. Mas o que ronda o imaginário sobre Euclides da Cunha é sua morte trágica. O autor foi assassinado por Dilermando de Assis, militar, engenheiro, responsável pelo plano rodoviário do Estado de São Paulo na década de 1930, que era suposto amante de Ana Emília Ribeiro, esposa de Euclides. Posteriormente, Dilermando também matou o filho de Euclides da Cunha, que tentou vingar o pai. A trágica história foi apresentada na minissérie da Rede Globo, “Desejo”, estrelada por Tarcísio Meira, Vera Fischer e Guilherme Fontes.

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Serviço
Data: 12 de novembro.
Horário: 19h.
Local: Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia 2.244 – Lourdes).
Classificação: livre.
Inscrições: www.sympla.com.br, gratuitas.

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