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03/06/17 | Centro Cultural

Fado tropical

O som triste e melancólico do fado foi entoado no Teatro Bradesco do Centro Cultural Minas Tênis Clube por meio da voz singular de Edson Cordeiro. O intérprete apresentou as canções do seu 12º disco, “Fado” que foi gravado na cidade de Porto, em Portugal. No show, que fez parte do projeto “uma voz, um instrumento”,  Edson passeou pela canção portuguesa, suas músicas e artistas, mostrou canções de sua carreira. Confira as fotos aqui.

De Amália Rodrigues (1920 – 1999) a Carmem Miranda (1909 – 1955), passando por The Cure, Caetano Veloso e terminando com Chico Buarque, foi assim o show da turnê “Fado Tropical” de Edson Cordeiro. Antes das canções Edson contava o motivo de tê-las escolhido. A história mais interessante foi a da canção “Barco Negro” que, de acordo com Edson, foi proibida de ser tocada na ditadura de Portugal, que permaneceu em vigor no país de 1933 até 1974. “Amália Rodrigues queria gravar a canção Barco Negro, porém a música falava de racismo e preconceito e foi proibida pelo Regime Ditatorial de Portugal. A letra foi alterada e a música pôde ser gravada, mas não perdeu a força da denúncia. E a canção ainda é atual, quando vemos a questão dos refugiados Sírios na Europa”, disse o cantor.

Um show delicado em que a voz de Edson ficou ainda mais intensa pela perfeita acústica do teatro. Em muitos momentos o cantor dispensou o microfone e soltou o seus agudos sensíveis e potentes. Ao cantar “Coração Vagabundo” de Caetano Veloso, o cantor foi para frente do palco e regeu o público, ao fim da canção ele disse: – Vocês são muito afinados! Sinto que perdi meu emprego.

A interpretação da canção “Lovesong”, da banda britânica The Cure, foi a surpresa do show. “Agora vou cantar a música de uma banda que gosto muito, The Cure. Essa música foi gravada recentemente pela cantora Adele, com certeza a pedido da mãe dela. Porém a minha versão será tentando homenagear e me inspirar na cantora americana de jazz, Billie Holiday (1915-1959)”, explicou. A música ganhou novo formato e novo sentido.

Edson disse, no início do show, que escolheu cantar o fado por ser uma música que faz parte das raízes dos brasileiros, neste show, ao terminar com a canção de Chico Buarque e Ruy Guerra, “Fado Tropical”, em que na letra o compositor mostra a mistura da terra lusitana e tupiniquim, percebe-se a universalidade da música.

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