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05/08/19 | Centro Cultural

LER LEMINSKI – Em agosto, poeta curitibano é tema do “Letra em Cena. Como ler…”

No dia 6 de agosto, às 19h, o Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube (CCMTC) receberá mais uma sessão do programa literário do Minas Tênis Clube, “Letra em Cena. Como ler…”. Dessa vez, será dedicada às letras do poeta curitibano Paulo Leminski (1944 – 1989), no mês em que completaria 75 anos. A análise da obra de Leminski, poeta que afirmava suas influências por tudo, não apenas dentro da própria poesia e da literatura em geral, mas de outras áreas da cultura e para além dela, será feita por Tarso de Melo, poeta, crítico e editor paulista. A leitura da obra será realizada pela atriz Bruna Kalil Othero. As inscrições gratuitas podem ser feitas no site da Sympla. Classificação: livre.

Paulo Leminski tinha a preocupação de se comunicar bem. Segundo Tarso de Melo, ele não escrevia de forma coloquial. “Leminski buscou sempre uma linguagem que comunicasse, que chegasse aos leitores de modo eficiente, sem abrir mão da inventividade da poesia, da experimentação formal. A meu ver, estar próximo de tantos leitores é algo que foi muito buscado por ele, que se empenhava em ter versos que fossem compreendidos facilmente, mas que não se esgotavam nessa primeira camada mais simples, mais direta”, explica o palestrante.

De acordo com Tarso, Leminski se submetia a todo tipo de influência e, quando estudou artes marciais, judô e karatê, mergulhou na cultura japonesa. “Essa é, de fato, uma dimensão importantíssima das influências de Leminski. Tem toda uma apropriação de elementos culturais, como o zen-budismo, e formais, a linguagem concisa dos haicais, a que Leminski vai dar cores novas em sua obra”, observa. Segundo o palestrante, Leminski ia a fundo à sua pesquisa e fazia experimentações radicais de mistura de influências, criando textos complexos.  “Leminski é um poeta de fusões radicais, complexas, até mesmo contraditórias. Ele mesmo gostava de se apresentar dessa maneira: ‘o bandido que sabe latim’, ‘caprichos & relaxos’, ‘samurai malandro’, e por aí vai. Então, a influência oriental vem, sem dúvida, atuar como um desses polos entre os quais Leminski se deslocava (e tresloucava) para dar conta do recado de sua própria poesia”, observa.

Leminski dizia que alguns dos grandes poetas de sua geração estavam nos discos. Ele acreditava e era apaixonado, segundo Tarso de Melo, pela potência poética da canção. “Ele aprendeu a tocar violão para compor. Isso o aproximou demais do universo dos discos, mas nunca houve contradição, em sua poesia, com o universo dos livros, tanto que várias letras aparecem em seus livros como poemas. Na verdade, não lhe interessava demarcar se um determinado texto era ‘poema’ ou ‘letra’, mas sim que o ‘poema’ tivesse o que há de melhor na ‘letra’ e vice-versa”, explica o palestrante.

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Serviço:

Data: 6 de agosto, terça-feira
Horário: 19h
Local: Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244 – Lourdes)
Classificação: livre
Inscrições gratuitas: www.sympla.com.br

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