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05/09/18 | Centro Cultural

Mestres da música

O Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube recebe o espetáculo musical “Encontro entre dois rios – Zé Carlos canta Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues”, dedicado às obras do carioca Pixinguinha (1897 – 1973) e do gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974). O show tem  direção geral do cantor Zé Carlos, direção musical de Lincoln Meireles, que também toca piano e escaleta. Os músicos Alexandre Viana (sax e acordeom) e Hudson Brasil (violão e bandolim), a cantora Vânia de Morais e os bailarinos Leo Wenceslau e Isabella Mendonça também estarão no palco. A única apresentação será no dia 5 de setembro, às 20h30, com ingressos no valor de R$60 (inteira) R$30 (meia). Classificação: livre.

Reconhecido como um dos mais importantes compositores da música brasileira, Alfredo da Rocha Vianna Filho, Pixinguinha, é considerado um dos mais elegantes e virtuosos músicos do país. A sua maior contribuição foi para consolidação do choro, definindo sua forma de ser tocada e apresentada. O músico faz parte da chamada Santíssima Trindade da música brasileira junto com Donga e João da Baiana. Em 1922, um triste fato ocorrido com Pixinguinha e seu grupo de choro “Os oito batutas” inspirou a composição “Lamento”. Houve um show no Copacabana Palace Hotel e, por serem negros, não puderam entrar pela porta da frente do prédio, e eles eram os homenageados da ocasião. A mais popular canção de Pixinguinha é o famoso choro “Carinhoso”, que recebeu letra de Braguinha, conhecido como João de Barro.

As canções de Lupi, como era chamado o compositor Lupicínio Rodrigues, são as famosas músicas de dor de cotovelo. Boêmio, o gaúcho era constantemente abandonado por suas companheiras. Além das músicas de fossa, Lupi compôs o hino do Grêmio, time de futebol de Porto Alegre. O samba-canção mais famoso de Lupi é “Nervos de Aço”, gravado pela primeira vez em 1947, pelo cantor Francisco Alves, que também registrou a obra–prima do gaúcho, “Cadeira vazia”. “Nervos de aço” entrou na história recente da política, quando o ex-deputado federal do PDT Roberto Jefferson foi depor na investigação da CPI dos Correios com o olho roxo, em 2005. O político explicou que o ferimento foi por conta de um acidente, sofrido enquanto buscava uma coleção de Lupicínio numa estante, pois queria ouvir a referida canção que fala de alguém “sem sangue nas veias e sem coração”.

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Serviço

Data: 5 de setembro, quarta-feira.
Horário: 20h30.
Local: Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia 2.244 – Lourdes).
Classificação: livre.
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (inteira).
Horário de funcionamento da bilheteria: de segunda a sábado, das 12h às 20h, e domingo, das 12h às 19h.
Mais informações: (31) 3516-1360.
Estacionamento com acesso interno: entrada pela rua da Bahia, ao lado do Teatro. Valores: R$ 12, para sócios, e R$ 24, para não sócios.

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