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03/10/19 | Centro Cultural

Que legado!

O primeiro bate-papo do programa “Um seminário Bossa Nova” foi entre a jornalista Daniella Zupo e o escritor, jornalista, pesquisador e biógrafo Ruy Castro foi uma aula sobre a bossa nova. Autor do que é chamada a bíblia da Bossa Nova, a publicação “Chega de Saudade”, o escritor contou casos e causos que celebram a mística do subgênero do samba criado por João Gilberto. O próximo encontro do programa será com a cantora Wanda Sá, Pacífico Mascarenhas, compositor, e a jornalista Daniella Zupo, no dia 9, às 19h, no Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube. A entrada é gratuita e a retirada de ingressos deve ser feita no site da Sympla. Classificação: livre.

“O interesse pelo passado vem sempre”, uma das frases de Ruy Castro durante a conversa. Segundo o escritor, foi no ano de 1988, em fevereiro, que surgiu a ideia de escrever o livro “Chega de Saudade”. “A bossa nova estava sepultada e ela tinha que ser reabilitada porque continuava e continua sendo interessante para o Brasil e para o mundo”, afirmou o escritor. “Eu havia feito uma entrevista com Tom Jobim para a revista Playboy e a partir daí pensei e entendi que eu sou uma pessoa adequada para falar de Bossa Nova. Conhecia e conheço as pessoas e passeio pelos caminhos dessa música desde sempre”, lembrou o pesquisador.

Ruy afirmou que muita informação que está nas primeiras edições de “Chega de Saudade” foram revistas por ele. “Tive dificuldade porque muita gente não queria falar sobre a Bossa Nova, não queria ser associado ao ritmo porque era tido como uma coisa antiga. Então, em muitos momentos da pesquisa me deixei levar pela emoção”, conta. Porém, depois do livro de Ruy, o interesse pela Bossa Nova voltou de forma intensa.

O jornalista falou sobre alguns nomes da Bossa Nova. “Ronaldo Bôscoli incorporou um tipo de elemento na letra da bossa nova. Vinícius de Moraes afirmou o amor: ‘eu sei que vou te amar’. A bossa nova trouxe leveza nas letras das canções”, disse Ruy Castro. O pesquisador afirmou que a bossa nova não é uma evolução da música. “O samba-canção não foi uma preparação para a bossa nova, e também não há uma linha evolutiva entre o samba-canção e a bossa nova”, constatou.

Questionado por Daniella Zupo sobre a frase que disse quando João Gilberto morreu: “bastaria João Gilberto para ter a bossa nova”, Ruy afirmou que foi uma frase totalmente emotiva. “João fez parte de uma conspiração história para fazer a bossa nova. Por ter sido João, a bossa ficou associada ao samba. Foram muitas pessoas daquele período e daquela região que fizeram a bossa nova”, concluiu.

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