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01/07/17 | Centro Cultural

Tudo que é leve

A cantora Alice Caymmi apresentou, no Teatro Bradesco do Centro Cultural Minas Tênis Clube, o show que mostrou para o público o seu repertório do disco mais recente, Rainha dos Raios, de 2014, do futuro disco, e o single que lançou em fevereiro deste ano, 2017, Louca, uma releitura da canção da mexicana Thalía. Confira algumas fotos do show aqui.

Quem foi ao Teatro Bradesco esperando ver um típico clã da família Caymmi, não sabe nada da neta de um dos mais importantes baianos do Brasil, Dorival. Alice é diferente e faz questão de ser assim, sua personalidade muito viva e muito firme mostra uma mulher autêntica e dona de sua carreira. Formada em artes cênicas na PUC do Rio de Janeiro, a cantora apresenta este conhecimento na sua desenvoltura no palco, que ocupa por inteiro mesmo o show sendo somente com sua voz, típica de uma Caymmi, e as programações do produtor e DJ Lucas de Paiva. 

No repertório do show de Alice, que mostrou o cabelo metade castanho e metade rosa, canções do disco “Rainha dos Raios” como “Iansã”, de Caetano e Gil, “Homem”, de Caetano, “Meu Recado”, dela em parceria com Michael Sullivan, “Sou Rebelde”, versão de Paulo Coelho para canção de Manuel Alejandro e Ana Magdalena, que casavam harmonicamente com composições de MC Marcinho, “Princesa”, também do disco de 2014, “Cilada”, de Delciol Luís e Ronaldo Barcellos, sucesso do grupo de pagode Molejo, e o Medley de Funk com canções que falavam sobre a favela Cidade de Deus. O axé esteve presente no show por meio das canções “Beleza Rara”, sucesso da Banda Eva composto por Ed Grandão e Nego John, e a canção, clássico do Olodum, “I miss her”. “Não pode faltar Molejo, Tá no sangue. Mentira, não tá no sangue não. Mas não pode faltar”, disse a cantora gargalhando.

Sobre a família famosa, Alice discorreu sobre sua avó paterna. “Minha avó, esposa de Dorival Caymmi. Se ela me ouvisse falando assim ia me xingar horrores. Minha avó Stella Maris era mineira. Esse sobrenome é forte aqui, deve ter algum Maris na plateia. Pois é, ela bebia mesmo, porque mineiro gosta de beber. Ela deixou Vinícius no chão, deixou Tom no chão. Foi ela que apresentou a bebida para Elis. Como se precisasse, né gente? Para Maysa também”, e, de novo, soltou aquela gargalhada alta e contagiante.

Durante todo o show Alice conversou com o público, falava tanto que às vezes se lembrava: “Gente, eu vim aqui para cantar”. Achando o público muito quieto disse: “Nossa, mas vocês estão tão sentadinhos. Sabe por que gente? Eu faço esse em show em boate, estou acostumada com gente bêbada”, relatou. Depois disso, não se conteve e fez o publico do Teatro Bradesco levantar da cadeira e dançar. “Quando o teatro entra em contato com a gente eu falo com a produção: Olha, avisa que este show é feito para o povo dançar, vai poder?”, contou. 

O público saiu do Teatro Bradesco feliz, depois de dançar, cantar e rir com a alegria e riso frouxo de Alice Caymmi. No fim do show ela cantou a canção “Tudo que for leve”, composição dela, que deixa muito claro um pouco da personalidade da cantora e a mensagem de como se deve levar a vida. “Eu quero tudo que for bem colorido, tudo que for leve”.

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