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20/06/18 |

Verdade de Braga

O gênero literário crônica foi a vedete do Letra em cena. Como ler Rubem Braga. O jornalista José Castello,  autor do livro “Na cobertura de Rubem Braga”, explicou para o público sobre este tipo de texto com o auxílio dos escritos do capixaba que viveu e morreu no Rio de Janeiro. O ator Arildo de Barros fez a leitura das crônicas “O Conde e o passarinho” e “Viúva na praia”.

“Falar de Rubem Braga é sempre celebrar as letras”, disse José Castello no início da palestra. O escritor capixaba radicado no Rio de Janeiro pode e deve ser considerado como o maior cronista do país. Braga escreveu mais de 15 mil crônicas em 62 anos de jornalismo. Segundo o cronista, “sua escrita era subliteratura”, que é o campo em que a crônica se enquadra. “A crônica é uma coisa que caminha pelo meio. Nem verdade, nem mentira. É o lírico”, contou José Castelo sobre como Braga definia sua escrita.

Como todo cronista, Rubem Braga valorizava o silêncio e a observação. “Ele levou o seu texto para um nível alto de gentileza, delicadeza e lirismo. O pensamento fluido pelo gozo da palavra”, explica José Castello.

A crônica não tem objetivo e isso é percebido de forma clara no texto de Braga. “No texto ‘O Nadador’, Braga observa ser que está nadando sem nenhum objetivo de saber quem é, o que faz, sem é premiado. A grande diferença da crônica para o jornalismo. Braga não se preocupava com a verdade, com o fato, somente com a história, que pode ou não ser verdade”, constatou Castello.

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